25 September, 2017, Monday

O Mopho pode proliferar em tempo de bolor

Publicado em Shows Escrito por  Norberto V2 Dezembro 27 2014 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte 0
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Parodiando o mestre Arnaldo, eles mesmos são fãs, o paradoxo do nome merece ser analisado com carinho por está banda alagoana e de muitíssimas honrarias, seja por estilos de rock – psicodélico inglês dos anos sessenta, progressivo e folk – como também por legitimidade absoluta de linguagem, fonética e sonoridade, características que poucas bandas hoje em dia conseguem solidificar no mercado, insípido, fonográfico brasileiro.

Letras poéticas, densas e suaves com rifs de guitarras com distorções quase que solúveis em contracultura, concretismo e beat generacion, onde se deleitaram com um show sério, competente em cena de palco, concentração na sinfonia de grupo, numa banda perfeita em sintonia com a platéia, risos em horas certas – e não foi combinado nada! – mas, o teatro do SESC Belenzinho pareceu se dissolver como 'Uma leitura mineral incrível, aliás, um dos seus hits (álbum de 2000 – MOPHO, a raridade das raridades).

Não foi tamanha a surpresa, a banda nos foi apresentado por um amigo, anos atrás, mas, sim a qualidade técnica deles – ainda, que outrora dois de seus membros saíram e fundaram à Casa Flutuante (Junior Bocão e Pisca). Mais uma do selo Baratos Afins – Luiz Calanca.

Desde a Nada vai mudar – e aquele disco dos Mutantes – épica, conformista e instigante na medida em que reverencia a condição humana e o avanço banalizado das extensões midiáticas de eufemismo da juventude, mas, na sequência, lisérgica e revigorante a Vamos curtir um barato e Mosca sobre a cabeça. O ex- Mutante, na voz do próprio Arnaldo, já sentenciava projeções inspiradoras e surpreendentes de uma banda com riqueza e poesia nordestina. Como sempre está surgindo boas surpresas dos coirmãos desses centros, a literatura que nos diga em seu registro imaterial.

O Mopho é uma daquelas memoráveis aquisições radiofônicas – meio Van Morrinson? –de que se gosta, parece que já nos foi apresentado antes! – logo de cara. Sotaque majestoso nos vocais do João Paulo e com postura de band líder, sem precisar se moldar para tal. Formam o Mopho João Paulo (guitarra, violão e voz), Peixinho (bateria), Bruno Vieira (contrabaixo) e Dinho Zampier (teclado e voz), aonde disparam ácidos poéticos como 'um quarto escuro peixes hidráulicos e som'... Meio junkie, será?

Apresentação Sesc Belenzinho 06/12/14

NORBERTO V2 (bibliotecário especialista em Arquivística, Colecionador, Coordenador de Projetos Sócio/educativo-culturais do CEU Parelheiros e Agente educador/Animador cultural).

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