23 November, 2017, Thursday

Apokalypsis com super Zé Brasil revive um novo signo no Sesc Belenzinho

Publicado em Shows Escrito por  Fevereiro 01 2015 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte 0
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Em mais um show memorável – isso vem tornando-se rotina no SESC Belenzinho – um astral legal, pessoas com ares dispares, olhares sunshines e olfato rock'n'roll – a banda do Super Zé Brasil, aliás, as metamorfoses criativas do band líder do Apokalypsis, mas parecem às peripécias das antíteses de Gregor Samsa no mundo kafkaniano, ou arnaldiano?

Um show de arrepiar o mais gélido dos mortais, a banda em sintonia com os músicos restantes, aliás, o grande barato (esse no imaterial, mesmo!!!) é essa super sinergia telepática que os músicos têm entre eles, parece-me uma entonação de 'aquarius' e tomou daquela água, mais precisamente Àguas Claras, a ideia é o social nacionalismo sempre, então viva o rock tupiniquim...

O Zé passou por todo o repertório do disco seminal deles – Apokalypsis 1975, capa lisérgica - e a mais cáustica fase com ditadura pegando fogo e um ano sem muitas comemorações, há não ser pelos bons motivos da fértil produção de rock pelo País.

Mas, claro o gancho do cd 1974, com o lançamento de 2009 e as pérolas cintilantes de Liberdade – livre - Homo Sapiens, Amanhã, Voz dos Tambores, Foi em 66, OVNI e Vamos salvar a Terra. E a ilustração da capa com o the best of the king surreal psicodélico Antonio Peticov das artes plásticas, mas aquelas bem bauretianas...

Num determinado momento a parceria com o genial Arnaldo Baptista da 'Cabelos Dourados' – numa clara percepção de quanto à ficção e o futurismo elementos de vanguarda (eles se amarravam nessas linguagens de expressão e antevisão de sentidos e percepções) os influenciaram, mesmo porque ouve a 'Space Control', banda do começo deles – Arnaldo and Zé – que depois desembarcou na Patrulha com sua Columbia, as viagens com os pés no chão continuavam a nos elevar a algo...

Outro ponto alto – a viagem do voo no chão... – foram as participações do também guerreiro Pedrão' progressivão' Baldanza do inigualável Som Nosso de Cada Dia com o 'Sinal da Paranóia' (gostaria de sentir isso com o Sergio Dias nos vocais, que tal a provocação?) nada contra o Pedrão Baldanza, mas, os sinais de transformação do consciente imaginário dessa geração mereceriam ser rubricado por todos, um a um. Depois veio também o Gerson Conrad com a poesia 'viniciana' Rosa de Hiroshima (meu álbum de fotos deles agora se completou!) e o Cesar de Mercês com a celebration beatnik hipster 'Hey amigos' do Terço, assim ficou assada nossa comunhão de um novo signo da noite. Ah, sem esquecer o amigo do bem Moises Santana – na produção do show e na plateia registrando tudo, esse é outro que vai merecer uma resenha especial espacial também, mas, em outro momento.

Não se pode negar a abnegação, mas, a obstinação com missões claras de um guerreiro, (com família e tudo na banda, a Silvia Helena companheira rocker de tempos de outrora e o filho na bateria), como também de ignorar um cavalheiro tupiniquim de origens ancestrais em seus predicativos de agente musical, cultural e por que não um educador na matéria rock'n'roll...

O Apokalypsis atualmente tem a formação com Zé Brasil - composição, voz e violão-folk Silvia Helena - voz e violão-folk Julio Manaf - guitarra Xandy Barreto - bateria Mário Baraçal – baixo e Don Fernando Cardoso nos teclados e direção musical.

NORBERTO V2 (bibliotecário especialista em Arquivística, Colecionador, Coordenador de Projetos Sócio/educativo-culturais do CEU Parelheiros e Agente educador/Animador cultural).

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