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Resenha - Show Camisa de Vênus no Aquarius Rock Bar (13/06/2015)

Publicado em Shows Escrito por  Jair Dantas Junho 16 2015 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte 0
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O primeiro show do Camisa de Vênus que tive a oportunidade de assistir foi por volta de 1993, com meu primo Luciano, no ginásio da Portuguesa. Quando soube do show do retorno para a comemoração dos 35 anos da banda, não tive dúvida, não poderia perder e, novamente eu e meus primos, que além do já citado Luciano também esteve presente o Toninho, fomos para assistir este show em família.

O local ainda não conhecia: Aquarius Rock Bar - além do show seria uma ótima oportunidade para conhecer mais um local Rock'n'Roll em São Paulo. O espaço ainda não está completamente adequado, pois nota-se falta de uma melhor estrutura, além de melhor qualidade do som.

Enquanto esperávamos, comprei uma bebida e foi quando anunciaram que o Camisa de Vênus iria subir ao palco, isso exatamente à 1h00. Em uníssono, todos gritavam "Bota pra fudê" e em seguida Marcelo Nova entra para cantar a música "Bota pra fudê", nada mais adequado e natural para a abertura, com todos cantando juntos a pleno pulmões - desde os fãs da antiga, até os mais novos.

Daquele período para hoje só o "Marcelo Nova" e o baixista "Robério Santana" fazem parte formação original, os outros integrantes são "Drake" Nova (Guitarra) - filho de Marcelo, "Leandro Dalle"(guitarra) e "Célio Glouster" (bateria).

O público foi bombardeado com um clássico atrás do outro, depois da abertura veio logo na seqüência a canção "Hoje", que novamente todos cantaram juntos, como também as subseqüentes, "Bete Morreu", a balada "Rosto e Aeroportos", "Deus Me Dê Grana", "Gotham City", "Passatempo", o cover de Adelino Moreira "Negue" e a lindíssima "A Ferro e Fogo".

Do álbum "Quem É Você?", de 1996 , veio a música "Eu Vi O Futuro", acompanhada da primeira canção em parceria com Raul Seixas, "Muita Estrela, Pouca Constelação" do disco "Duplo Sentido", e a antológica "Só O Fim" , nessa Marcelo Nova deixou o microfone voltado para a plateia que cantou com muito entusiasmo.

"O Adventista" acirrou os ânimos, quando um grupo de fãs abriu espaço para agitar e em seguida pudemos ouvir uma lição de vida com "My Way".

O show já ia caminhando para o final e, nesse momento, Marcelo Nova agradeceu a todos os presentes, deixando de lado o tradicional já manjado "biz". Ele continuou no palco e mandou ver "Simca Chambord", acompanhada pelo medley de "O Ponteiro Tá Subindo. É claro que não poderia faltar "Silvia", que meu primo Toninho tanto pedia, e para encerrar "Eu Não Matei Joana D'Arc".

Um show memorável, inesquecível, 2 horas de rock sem firulas, com som às alturas e, como o Luciano disse, "O rock em si pede volume alto, banda com atitude, platéia interessada e isso não faltou. Não vejo hoje bandas com essa postura, principalmente pela falta de qualidade e entendimento de que rock não é feito por músicos e sim por pessoas interessadas em dar seu recado e com atitude".

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