23 November, 2017, Thursday

Conheça a trajetória da maior banda de Trash Metal do mundo

Publicado em História do Rock Escrito por  Outubro 28 2015 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte 0
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Banda formada por adolescentes e amigos de escola, que girava em torno dos irmãos “Cavalera”. Quando os dois irmãos adolescentes tiveram a ideia de formar uma banda de rock pesado nunca imaginariam o vôo que fariam, do underground para o reconhecimento internacional, tornando-se sem dúvida alguma a melhor banda de trash metal brasileira e uma das melhores do mundo.

O grupo surgiu em 1983, em Belo Horizonte. A primeira formação contava com: Wagner no vocal, Max e Roberto Ufo nas guitarras, Gato, Baixo e Igor na bateria.

O nome veio de uma música do Motor Head, “Dancing on Your Grave” (Dançando na sua Sepultura). No inicio cantavam as letras em português, o que seria mudado posteriormente. Alguns títulos das musicas do Sepultura no inicio de formação: “Sexta-Feira 13, “Cavaleiros da Morte”, e “Adote um Rato”.

 Depois de algumas variações de integrantes, acabaram chegando a uma formação mais sólida, que contava com Max Cavalera (Massimiliano Antônio Cavalera, Belo Horizonte, M/G, 04/08/69) (guitarra, vocais), seu irmão Igor Cavalera (Igor Graziano cavalera, Belo Horizonte, M/G, 04/09/70) (bateria), e Paulo Junior (Paulo Xisto Pinto Júnior, Belo Horizonte, M/G, 30/04/68) (baixo).

A formação clássica que seria reconhecida no mundo inteiro já não contava com o guitarrista Jairo T, que foi substituído pelo também guitarrista Andreas Kisser (Andreas Rudolph Kisser, São Paulo, 04/08/68) (guitarra), no ano de 1986. A entrada de Andreas foi importante para o Sepultura, pois daria a forma que a banda adotaria futuramente. Tinha também um gosto musical diferente dos demais, gostava de guitarristas virtuosos, tornando o som do Sepultura mais diversificado.

A primeira apresentação do Sepultura, aconteceu no dia 4 de dezembro de 1984, no Bairro Prado, em Belo Horizonte, essa data marca o dia do nascimento do conjunto, que no ano de 2014 completou 30 anos de carreira.

Passaram a se apresentar em vários festivais em Belo Horizonte e, depois do diretor da etiqueta Cogumelo ter assistido a um show decide contratar a banda, assim em pouco tempo aconteceria à estréia em disco, contaram com pouco recurso à disposição e o desconhecimento das gravadoras para o estilo musical, mesmo assim o EP é gravado em apenas dois dias, ficando com um lado e outra banda belorizontina, Overdose com o outro lado do disco. O lançamento aconteceu em março de 1986 no “caverna 2, no Rio, junto com o Overdose.

Em 1986 gravam o primeiro LP, desta vez só da banda, "Morbid Vision", também pela Cogumelo, da mesma forma do EP, saem em turnê para divulgação do novo petardo, e é a partir desse disco o Sepultura consegue boa repercussão no exterior.

No inicio de 1987, "Jairo T" anuncia sua saída da banda.

No ano seguinte gravam "Schizophenia", último disco pela gravadora "Cogumelo", e o primeiro com a participação de Andreas Kisser, esse disco foi considerado pela revista Britânica Kerrang, especializada em metal, como um dos cinco melhores álbuns de trash metal daquele ano.

Em 1989, já contratados pelo selo norte-americano Roadrunner Records, apesar de ser um selo norte-americano o LP "Beneath The Remains" é gravado totalmente no Brasil, com produção de Scott Burns, conquistando elogios da crítica especializada, se tornando ainda mais conhecido no exterior, para divulgar o trabalho em terra tupiniquim faz uma breve turnê pelo Brasil. No meio desse mesmo ano, o disco chega em nono lugar na parada britânica. É a primeira banda de rock brasileiro que fica entre os dez.

O Sepultura sai em uma turnê pela Europa e EUA, aumentando ainda mais o reconhecimento e prestigio da banda no exterior, o grande voo do Sepultura foi alçado, aqueles garotos de Minas saíram do underground brasileiro para conquistar o mundo.

Os grandes eventos fariam parte da agenda do Sepultura, em janeiro de 1991, se apresenta no Rock in rio II para um público de 50.000 pessoas, ao lado de bandas consagradas como, Megadeth, Judas Priest e Gun's Roses. Nesse mesmo mês, é lançado o disco "Arise".

No ano de 1993 foi lançado o disco "Chaos A D", produzido por Andy Wallace, para Scott Ian do Anthrax foi um divisor de águas, para ele o Sepultura soava como outras grandes bandas de trash metal, e nesse novo trabalho vinha com influências da música brasileira, Groove e Thrash Metal, afinações mais baixas, um disco totalmente original, com a apocalíptica arrebatadora, pauleira, "Refuse/resist", um grande clássico do estilo, "Territory", que junto com "Refuse/resist ganhou um videoclipe, e a experimental "Kaiowas" e "Propaganda", só para citar alguns clássicos desse ótimo disco.

Houve uma paralização nas gravações, mas em 1996 é lançado o disco "Roots", contendo 17 faixas, com grande destaque para "Roots Bloody Roots", "Ratamahatta" e "Attitude", sendo que ambas ganharam vídeo clipes.

O disco também teve várias participações especiais, Carlinhos Brown, nas faixas "Ambush", "Endangered Species" e "Ratamahatta". Mike Patton, Jonathan Davis (Korn) e DJ Lethal na faixa "Lookaway".

Com o disco lançado a popularidade do Sepultura que já era grande aumenta mais ainda, vende milhões de cópias do disco, mas Max junto com a esposa e empresária, devido a desentendimentos com o restante do grupo, deixam o Sepultura no final do ano de 1996. Com a saída de Max, que era letrista e vocalista, ficou incerto o futuro do conjunto. Alguns críticos já anunciava o fim da banda, os próprios integrantes indecisos, entre uma ideia e outra, começaram a escrever o novo álbum, cogitaram em até mudar o nome do conjunto. Assim como na mitologia grega quando Hades é ferido por uma flecha de Herácles e teve que subir ao Olimpo à procura de "Parian" para curá-lo com seus bálsamos, o mesmo fez Andreas Kisser que saiu a procura de um novo letrista e vocalista, a intenção era encontrar alguém que tivesse alguma relação com o Brasil, de tantos pretendentes Derrick Green foi o que mais chamou atenção, dessa forma a ferida mortal estava curada, não foi necessário ir ao Olimpo, mas no Brasil onde foi feito os testes.

Depois de um período de ensaios, o Sepultura volta à ativa, renovado, forte e com a mesma intensidade e fúria de antes.

Em 1998, o Sepultura lança o álbum "Against", mostrando toda a potência da voz do novo vocalista, apelidado de o "Predador", Derrick Leon Green. Uma curiosidade do disco foi a música "Kamaitachi" gravada no Japão junto com a banda de percussão japonesa Kodō.

Depois de sobreviver ao período mais difícil da carreira, mostrado ao mundo que o Sepultura não era só o Max Cavalera, evoluído musicalmente, é lançado em 2001 o novo álbum, "Nation". "É uma boa hora pra voltar à ideia do que o Sepultura é!", conclui Igor. "Não é apenas eu, ou Andreas, ou Paulo, ou o Derrick, é a química de quatro pessoas tocando juntas."

Inspirado no livro de Dante Alighieri "A Divina Comédia", assim como o livro, o Sepultura retrata musicalmente através do som pesado, o inferno, purgatório e o paraíso do escritor do século 13, com o disco "Dante XXI" lançado em 2006 pela gravadora SPV Records.

Antes da turnê outra baixa, o baterista Igor Cavalera decidiu abandonar a banda, sendo substituído temporariamente por Roy Mayorga. Essa perda não foi tão dramática como o do Max, já que foi de forma amigável. Depois entrou de forma permanente Jean Dolabella.

Nessa nova turnê para a divulgação do álbum Dante XXI, a banda alcança terra ainda inexplorada, fazendo show na Índia. Foram mais de 100 shows, nos países da Europa, América do Norte e América Latina. Com esse novo album a banda conseguiu um disco de ouro no Chipre.

No ano seguinte aporta no Brasil, para ser atração em alguns festivais, como Abril Pro Rock, em Recife, e Porão do Rock, em Brasília.

Dando continuidade na linguagem livresca, é lançado em 2009, "A-Lex", baseado no clássico "A Laranja Mecânica" de Anthony Burgess, gravado em São Paulo nos Estúdios Trama e produzido por Stanley Soares.

Em 2011 é lançado o 12º álbum do Sepultura, "Kairos", O grupo francês" Les Tambours du Bronx" participou do álbum, na faixa "Structure Violence (Azzes)". O álbum também conta com covers de Just One Fix, da banda de Metal industrial "Ministry", e Firestarter, do "The Prodigy" como faixa bônus.

No mesmo ano o baterista Jean Dolabella deixa a banda, sendo substituído pelo baterista "Eloy Casagrande".

Depois de duas apresentações no Rock in Rio no ano de 2013, o Sepultura grava "The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart", com faixas mais pesadas lembrando em alguns pontos o estilo de bandas de Death Metal. Alguns covers também são destaques como a música "Da Lama ao Caos" da Nação Zumbi, e uma participação de Dave Lombardo, ex-baterista do Slayer, em "Obsessed".

BARCINSKI, André; GOMES, Silvio. Sepultura: toda a história. São Paulo (SP): Editora 34, 1999. 204 p. (Todos os cantos). ISBN 8573261560.

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